Greve dos médicos, pelo SNS!

11 e 12 de Julho de 2012

De luto e em luta!

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Transporte de Doentes Não Urgentes com novas Regras?

 24 de Fevereiro de 2012

Algumas Notas sobre o Relatório do Grupo de Trabalho:

  1. O Grupo de Trabalho (GT) admite que o objectivo negociado com a TROIKA  (reduzir 1/3 dos custos) já foi, em boa parte, alcançado em 2011 (reduziu 20%, de 151 para 120 milhões €);
  2. O GT é muito restritivo nas situações de indicação clínica. Por exemplo, no caso da oncologia, são contemplados os doentes em tratamento. E os doente do Alentejo ou de Trás-os-Montes que têm que vir de três em três meses às consulta de vigilância aos IPO?
  3. Querem pôr os doentes a pagar directamente ao transportador parte do custo (até 30 € !!!).
  4. Querem criar uma nova viatura de transporte simples de doentes, que não ambulância.
  5. Admitem que pagam mais em Lisboa do que no resto do país !!!!
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Vinhetas Médicas: entrada de leão… saída de cordeiro!

Grande azáfama e grande envolvimento da Ordem dos Médicos com missivas aos seus associados – curiosa e aparentemente nenhum envolvimento das ARS -, publicação oficial no Diário da República, de forma a serem aplicadas as novas regras a partir de 1 de Janeiro de 2012… Dava a ideia de que tinham estudado o assunto, conheciam todo o processo e sabiam que tal era possível…

Afinal, não sabiam, não tinham competência e decidiram de forma errada…!

E o que era para ser realizado em menos de dois meses vai demorar mais de 5 meses link?

Descrédito e desconfiança ao invés de rigor e exigência que tanto se apregoa!

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COITADO DE QUEM TEM 70 ANOS E PRECISA DE HEMODIÁLISE

E NÃO TEM DINHEIRO…!

SIC – CONTRACORRENTE!

LINK

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Evolução Hospitalar 2011 – Avaliação da ACSS

A avaliação hospitalar de 2011 realizada pela ACSS link demonstra factos preocupantes:

  1. Redução da actividade cirúrgica;
  2. Aumento da procura das urgências hospitalares;
  3. Aumento da demora média.

A gestão deste Ministério começa a revelar falta de conhecimento e competência na saúde e não podemos deixar de sublinhar que a ausência de estratégia em termos clínicos e de gestão hospitalar se paga caro ….

Desta forma, é expectável reduzirmos as conquistas na saúde e.. aumentar a despesa a nível hospitalar !!! Não basta afirmar ‘não temos dinheiro’! É preciso saber governar… algo que parece faltar à actual equipa.

Depois, quando se avaliam os resultados económicos dos hospitais, o que se observa é um agravamento da sua situação económica. Tal parece demonstrar que as medidas tomadas não estão a resultar: não basta publicar Normas a ‘quilo’ e pensar que com isso vamos alterar a situação.

Por exemplo: é possível ainda não existir contrato-programa do Hospital Curry Cabral de 2010? Ou contrato-programa do Centro Hospitalar Lisboa Norte de 2011? Não existem e nada acontece … Tanto rigor e nada?

Por outro lado, quem perceber de hospitais dirá que a primeira medida para poder ser efectuada uma gestão efectiva da instituição é uma liderança forte. Como é possível que Centros Hospitalares/Unidade Locais de Saúde criados em Abril de 2011, ainda não possuam conselhos de administração? E o governo já tomou posse em Junho de 2011…

O que esperam os Ministérios da Saúde e das Finanças para efectuar as nomeações?

Pode não ser esse o objectivo do MS, mas com esta forma de governar vai fragilizar-se, de forma estruturante o SNS… Se não é isso que pretende, pelo menos parece…

Nota final: a competência da ACSS e do auto-intitulado ‘Ronaldo da Economia’ – compromisso de publicar a nova metodologia de contratualização até 30 de Dezembro – que não foi efectuada -, manutenção das verbas de convergência (ou seja, apoio aos hospitais de Lisboa, pela não produção!!!

Tanta exigência, tanto rigor e… no final aplicar-se-ão as regras que levaram ao insucesso e às dificuldades)!

Afinal o novo Presidente do ACSS será o ‘Ronaldo’ ou será antes o ‘Roberto’ das Finanças (ex-guarda-redes do SLB – muito rotulado, elevadas expectativas, mas com resultados desastrosos) …

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Relatório GT para a Reforma Hospitalar – Posição institucional da ACSS

Depois de lermos mais este contributo acerca do Relatório do GTRH-Contributo ACSS, o que se pode concluir, de forma resumida, é a demonstração cabal do erro de utilizarem, apenas, o mesmo preço para todo o universo hospitalar, não sublinhando qualquer diferença entre as instituições.
Concluir o trabalho do Grupo desta forma e apresentar estas propostas ou não sabem do que falam, ou  então… sabem e têm um objectivo claro: abrir o SNS aos privados, com um impacto demolidor na sua estrutura…
Se algum Ministro ou Governo adoptasse estas propostas, deixaríamos de ter SNS!!! Era este o resultado que o Governo pretendia quando nomeou esta comissão???
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Em nome da vida, uma decisão inadiável

A paramiloidose (polineuropatia amiloidótica familiar), designada popularmente por “doença dos pezinhos”, foi descrita pela primeira vez na década de 50.
É uma doença de transmissão hereditária. Na altura da sua identificação, que se deve ao génio clínico e científico do médico português Corino de Andrade, os doentes afectados viviam, na sua grande maioria, concentrados nas zonas de Vila do Conde, Póvoa do Varzim e Barcelos, com um segundo núcleo em Unhais da Serra.
Entretanto, com as alterações decorrentes da mobilidade populacional, a doença foi-se espalhando pelo território nacional. A paramiloidose manifesta-se, habitualmente, durante a juventude dos que são portadores do gene alterado, também ele identificado por uma notável investigadora portuguesa, Maria João Saraiva. Em cada família afectada, a probabilidade de transmissão da doença é de 50%. Depois das primeiras manifestações, a progressão ocorre de forma rápida, com perda da capacidade de trabalho e da autonomia. Sem tratamento, a maior parte dos doentes morrerá no espaço de uma década.
A paramiloidose causa um enorme sofrimento aos doentes e às suas famílias. Apesar da enorme evolução científica e tecnológica da Medicina nas últimas décadas, a paramiloidose não teve, até agora, tratamento eficaz. A única opção terapêutica é a transplantação do fígado. Trata-se de uma área em que o nosso país é líder mundial. Mas a transplantação tem limitações significativas. Por um lado, a sua realização atempada depende da disponibilidade de órgãos, sempre variável. Acresce que, embora tenham ocorrido importantes avanços nos últimos anos, com um notável contributo do Serviço Nacional de Saúde, a transplantação do fígado tem uma mortalidade ainda elevada. Isto é particularmente dramático porque, neste caso, a intervenção é realizada em pessoas jovens e que estão relativamente bem porque estão numa fase muito inicial da doença.
Estes factos permitem perceber a extraordinária onda de esperança gerada, entre os doentes e a comunidade profissional que os acompanha, pela descoberta de um promissor tratamento com um novo fármaco, o tafamidis. Nos ensaios clínicos realizados, em que participaram também centros portugueses, o efeito positivo do fármaco foi confirmado. Isso levou a que, em Julho de 2011, a agência de regulação europeia em matéria de medicamentos (EMA, European Medicines Agency) emitisse uma recomendação no sentido de ser autorizada a introdução no mercado do novo produto. Essa recomendação viria a ser adoptada pela Comissão Europeia em Novembro.
A partir deste momento, não subsistem razões que impeçam a disponibilização do fármaco aos doentes portugueses. Aliás, o Infarmed autorizou já a administração do medicamento a dois doentes, no âmbito do procedimento de Autorização de Utilização Especial (AUE). Falta, agora, a decisão de generalizar o uso do medicamento aos doentes que dele necessitam de forma urgente e inadiável. Trata-se, como seria de prever, de um fármaco caro. Mas a transplantação e a perda de uma vida produtiva são dispendiosas. E a vida humana? Que valor terá? Mesmo numa conjuntura de restrições e de consolidação orçamental, é uma decisão que se impõe. O seu adiamento obriga, cada semana que passa, alguns doentes a optar pela transplantação hepática, com risco de vida e com aumento da despesa pública. Não podemos permitir que um assunto desta importância seja dominado por uma visão burocrática e egoísta. Os valores humanistas e solidários têm que falar mais alto.

 Texto publicado no Jornal Público em 5/01/2012
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